Carta a ti L.
Carta ti L., Amei-te aos 20, aos 40 e pertinho dos 50... Mesmo longe, acho que
jamais te esqueci... tranquei-te no sótão que integra o meu ser, numa caixinha
imaginária, daquelas com segredo para abrir. Mais ninguém tinha a senha e até
eu, com o passar dos anos (foram 18!), a esqueci... Só uma pessoa a tinha: tu L!
Chegaste e abriste a caixa tão rápido e com tal facilidade que me apanhaste
desprevenida. O Amor soltou-se, qual cavalo indomável! E andou por aqui...
durante estes últimos quase 6 anos, umas vezes à flor da pele outras sufocado
pela imensa mágoa que as tuas traições e eclipses sempre me causaram. Acolhi-te
tantas vezes que perdi a conta, nem quero pensar em contar... Estou exausta
deste Amor... não suporto mais viver aos soluços, por isso tenho de voltar a
tampar a caixa. Informo que te vou matar no meu coração. Esquece a senha e
quando, por um acaso, eu te vier à mente, sorri e segue em frente, não pares,
não te detenhas. Não voltes nunca mais, porque custou-me muito deixar-te ir. b>
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